Após iniciar o tratamento por hemodiálise, o educador físico Dayson Rodrigues da Silva encontrou na diálise peritoneal mais autonomia para trabalhar, viajar e manter sua rotina. Atendido pelo Hospital da Baleia, ele destaca o acolhimento da equipe e reforça a importância da prevenção da doença renal crônica.

Aos 45 anos, o educador físico Dayson Rodrigues da Silva, casado, convive com a doença renal crônica há cerca de dois anos. O tratamento começou pela hemodiálise, mas, após conhecer a diálise peritoneal por indicação de uma profissional de saúde, decidiu experimentar a modalidade realizada em casa. Desde então, afirma que a mudança transformou sua qualidade de vida.
Assim como a hemodiálise, a diálise peritoneal é uma modalidade de tratamento para pacientes com doença renal crônica. A principal diferença é que o procedimento é realizado no domicílio, utilizando a membrana do próprio peritônio para filtrar as toxinas e o excesso de líquidos do organismo, oferecendo mais flexibilidade ao paciente.
Segundo Dayson, um dos fatores que o motivaram a optar pela diálise peritoneal foi a possibilidade de manter uma rotina mais próxima da normalidade. “A vantagem de realizar o tratamento em casa é a liberdade que o paciente tem”, afirma.
A rotina foi adaptada ao tratamento. Acorda cedo para trabalhar, conecta o equipamento às 21 horas e permanece em diálise até às 5 horas da manhã, enquanto dorme. A modalidade trouxe autonomia e permitiu que continuasse trabalhando, viajando e realizando suas atividades diárias sem grandes limitações.
Outro aspecto destacado por Dayson é a praticidade. Sempre que viaja, leva no porta-malas do carro todo o material necessário e a quantidade de solução utilizada durante o tratamento, realizando a diálise onde estiver. Ele também ressalta que não sente dor durante o procedimento e que o tratamento não interfere na qualidade do sono.
Apesar de, inicialmente, desconhecer a diálise peritoneal, Dayson conta que não teve medo de iniciar a nova modalidade. Segundo ele, a equipe de saúde ofereceu todas as orientações necessárias sobre os cuidados com a higiene e o manuseio do equipamento, transmitindo segurança desde o início.
Mesmo realizando o tratamento em casa, o paciente afirma que nunca se sentiu desassistido. Sempre que surgem dúvidas, a equipe do Hospital da Baleia está disponível para oferecer suporte e acompanhamento.
“O atendimento que recebi desde o primeiro dia foi marcado por muito profissionalismo. Só tenho a agradecer pelo apoio diário de toda a equipe. Minha família também sempre esteve ao meu lado, me dando força durante todo esse processo”, destaca.
Dayson lembra que jamais imaginou enfrentar a doença renal. Ele conta que sempre realizou exames periódicos, mas passou um período sem acompanhamento médico, situação que, segundo ele, contribuiu para que o diagnóstico chegasse apenas quando a doença já estava avançada.
Hoje, mantém a esperança de realizar, em breve, o transplante renal e seguir uma vida ainda mais próxima da normalidade. Enquanto aguarda esse momento, encara o tratamento com confiança.
Para quem acompanha sua história, deixa um conselho: “As pessoas precisam cuidar da saúde e fazer os exames de rotina para evitar surpresas desagradáveis. Na vida, temos que enfrentar os desafios, ter fé e seguir a jornada.”
Redação e fotografia: Tadeu Marques


