Ação realizada com mais de 300 pacientes beneficiadas ao longo dos anos e 20 mulheres contempladas com tatuagem de aréolas

Como parte da programação do Outubro Rosa, o Hospital da Baleia realizou a sexta edição do mutirão de cirurgias plásticas e reconstrução mamária. A iniciativa beneficia mulheres que passaram pelo tratamento do câncer de mama, contribuindo para a recuperação da autoestima, da autoimagem e da qualidade de vida após a retirada parcial ou total da mama.
Ao longo das seis edições, mais de 300 pacientes já foram beneficiadas com cirurgias reparadoras. Segundo o especialista em Cirurgia Plástica e integrante da equipe do Hospital da Baleia, Dr. Bruno Figueiredo, o trabalho é desenvolvido em parceria com a mastologia, responsável pelo tratamento dos tumores. “A mama é um símbolo de feminilidade para muitas mulheres. A retirada total ou parcial pode causar um impacto muito grande na autoestima e na qualidade de vida. O trabalho de reparação traz benefícios importantes para essas pacientes”.
Acesso e formação profissional
Além de contribuir para a recuperação das mulheres, o mutirão ajuda a reduzir a fila de espera por cirurgias reparadoras no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o especialista, a iniciativa pode diminuir em cerca de três a quatro meses o tempo de espera das pacientes atendidas pelo serviço. O projeto também contribui para a formação de novos cirurgiões plásticos, proporcionando contato com técnicas e tecnologias utilizadas na reconstrução mamária.
Nesta edição, a ação contou com parceria, que disponibilizou telas utilizadas para dar suporte estrutural às mamas reconstruídas. Os materiais podem contribuir para a segurança e a qualidade dos resultados cirúrgicos, além de aproximar os profissionais em formação de recursos tecnológicos aplicados à especialidade.
Tatuagem aréolas e recomeço

A programação também contemplou mais de 20 mulheres com a tatuagem gratuita de aréolas, procedimento que contribui para a finalização estética da reconstrução mamária. A iniciativa foi realizada voluntariamente por um grupo de artistas tatuadores. Entre as beneficiadas está Iêda Lucia da Silva, que descobriu o câncer de mama em 2018, quando morava na zona rural de Serro, em Minas Gerais. Após perceber uma alteração em um dos seios durante o autoexame, procurou atendimento e recebeu o diagnóstico. Como a doença foi identificada precocemente, passou pela retirada do tumor e de dois linfonodos da axila, sem necessidade de quimioterapia ou radioterapia. Ao concluir mais essa etapa da recuperação, celebrou: “Fiz a tatuagem e falei: ‘Tô de volta!’”.
Importância do diagnóstico precoce
Celebrado anualmente em 19 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama reforça a importância da detecção precoce e do tratamento adequado. O Dr. Bruno Figueiredo destaca a necessidade de observar alterações nas mamas, procurar atendimento médico diante de sinais suspeitos e realizar os exames de rastreamento recomendados pelos profissionais de saúde.
Iêda também deixa um alerta às mulheres: “Recomendo a todas as mulheres: façam o toque, não escondam a doença. Ela é silenciosa, tem cura, mas tem que descobrir a tempo”.
Fotografia: Alice Penido





