No dia 18 de abril, o Hospital da Baleia realizou um mutirão de artroplastias de joelho, cirurgias para colocação de próteses substitutivas da articulação. As cirurgias têm o objetivo de reduzir a dor e devolver mobilidade aos pacientes. A iniciativa foi coordenada pelo ortopedista e traumatologista Dr. Leandro Marinho, com participação do também ortopedista Dr. Marcelo Nassif, ambos integrantes da equipe da instituição.
Ao todo, 15 pacientes foram operados em um único dia, em cinco salas cirúrgicas mobilizadas simultaneamente. A ação contou com uma equipe de cerca de 50 profissionais, incluindo cinco cirurgiões, nove anestesistas e equipe de enfermagem, igualando em apenas um dia a média mensal de cirurgias desse tipo realizadas no hospital. Os pacientes atendidos são da região metropolitana de Belo Horizonte e de cidades vizinhas, muitos deles aguardando há anos pelo procedimento.
De acordo com o Dr. Leandro Marinho, o mutirão tem impacto direto na saúde e na qualidade de vida dos pacientes. “Esses pacientes convivem com dor crônica, deformidades e limitação importante de mobilidade. A ação permite acesso mais rápido à cirurgia, promovendo alívio da dor, melhora funcional e reintegração social, além de possibilitar o retorno ao trabalho. É uma cirurgia de média complexidade, com duração entre uma hora e meia e duas horas, e o sucesso está diretamente ligado à reabilitação, que leva em média três meses”, explica.
A artroplastia de joelho é indicada principalmente para casos graves de artrose e tem como principal objetivo eliminar a dor e restaurar a funcionalidade do membro, devolvendo autonomia aos pacientes.

Entre os pacientes beneficiados está Maria das Graças Inocêncio Vieira, de 72 anos, que enfrentava dores intensas e dificuldades de locomoção. “Sentia muita dor no joelho e dificuldade para andar. Hoje opero o joelho esquerdo e espero me recuperar bem para fazer o joelho direito em breve. A intenção é ter mais qualidade de vida e sentir menos dor”, relata.
Já o ortopedista Dr. Marcelo Nassif destaca ainda que a demanda por esse tipo de procedimento é elevada. “O número de casos na fila do SUS aguardando artroplastia de joelho é um dos maiores e tende a crescer. Muitos pacientes esperam, em média, até cinco anos pela cirurgia. Com a mobilização de equipe, materiais e estrutura, conseguimos atender um número significativo de pessoas”, afirma.
Outra paciente que fez parte do mutirão, Ester Maria Soares Ferreira convivia com o problema há mais de 20 anos. “Passei por vários tratamentos, como fisioterapia, hidroginástica e pilates, até decidir pela cirurgia. Depois de recuperada, quero voltar a cuidar da casa, passear na praia e retomar minha rotina”, conta.


