
O Abril Azul Claro é uma campanha dedicada à conscientização sobre o câncer de esôfago, com foco na prevenção, nos fatores de risco e no diagnóstico precoce. A iniciativa reforça a importância da informação para o reconhecimento dos sinais da doença, que muitas vezes evolui de forma silenciosa. No Hospital da Baleia, o mês é marcado por ações de orientação à população, destacando que as chances de cura podem ultrapassar 80% quando o tumor é identificado em estágios iniciais.
O câncer de esôfago está entre os mais frequentes entre homens no Brasil, especialmente acima dos 50 anos e, os principais fatores de risco incluem o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, o refluxo gastroesofágico crônico, a obesidade e hábitos alimentares inadequados. Também estão associados o consumo de bebidas muito quentes e infecções como o HPV. Entre os tipos mais comuns estão o carcinoma epidermoide, relacionado ao álcool e ao cigarro, e o adenocarcinoma, mais associado ao refluxo e à obesidade.
A coordenadora de nefrologia clínica do Hospital da Baleia, Dra. Cecília Sartori, ressalta que os sintomas costumam surgir em fases mais avançadas da doença, o que reforça a necessidade de atenção. Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade ou dor ao engolir, perda de peso sem causa aparente, rouquidão, azia persistente, náuseas e sensação de obstrução à passagem do alimento. “Diante de sintomas persistentes, é fundamental procurar avaliação médica. O principal exame para diagnóstico é a endoscopia digestiva alta com biópsia, que permite identificar alterações e confirmar o diagnóstico”, destaca.
No Hospital da Baleia, o atendimento oncológico é realizado de forma multidisciplinar, com definição individualizada do tratamento, que pode envolver cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A Dra. Cecília reforça que a prevenção é essencial. “Adotar hábitos saudáveis, evitar o tabaco e o álcool, manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso e tratar o refluxo são medidas fundamentais. Abril é um convite à conscientização: quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura.”


