Iniciativa realizada em parceria com a Polícia Civil de Minas Gerais ampliando o acesso à cidadania e aos direitos sociais

Nos dias 4 e 5 de novembro os estudantes da Educação de Jovens e Adultos Externa, da Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira (EMPLO) do Hospital da Baleia participaram de uma ação de emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). Realizada no auditório da instituição, a iniciativa foi viabilizada por meio de uma parceria entre o hospital e a Polícia Civil de Minas Gerais para facilitar o acesso à documentação e a serviços essenciais.
A iniciativa levou o serviço de emissão do documento para mais perto da comunidade atendida pelas instituições, facilitando o acesso de estudantes, pacientes e colaboradores à documentação civil. A ação beneficiou estudantes, acompanhantes dos diferentes públicos atendidos pela escola do hospital e colaboradores.
Acesso à cidadania e garantia de direitos
A Carteira de Identidade Nacional (CIN) vai muito além da simples identificação: ela representa uma chave para o pleno exercício da cidadania. No caso dos pacientes renais, por exemplo, o documento pode conter informações específicas conforme previsto nas normas vigentes, que facilitam de forma prática o acesso a políticas públicas e serviços essenciais.
A ação dá continuidade a uma mobilização iniciada em março deste ano, quando foi realizado um mutirão eleitoral no Hospital da Baleia. Na ocasião, surgiu a proposta de levar também ao hospital o serviço de emissão da carteira de identidade, considerando as dificuldades enfrentadas por estudantes e pacientes para acessar serviços públicos, especialmente aqueles que dependem de tratamentos contínuos, como a hemodiálise.
Para Ana Mary Martins dos Santos, coordenadora pedagógica da EJA Externa no Hospital da Baleia, a concretização da iniciativa representa uma conquista importante. “É muito gratificante perceber que aquilo que antes era um projeto hoje se tornou realidade. Mais do que emitir documentos, estamos ampliando o acesso a direitos, fortalecendo a autonomia e demonstrando que, quando educação, saúde e instituições públicas caminham juntas, a cidadania acontece na prática”, destaca.
Educação para além da sala de aula
Essa mobilização reforça o verdadeiro papel da EJA externa: ir além do ensino tradicional para acolher as múltiplas vivências dos alunos. Graças a uma rede de parcerias e à integração entre diferentes setores da sociedade ou da gestão pública, a escola expande sua atuação, unindo educação e saúde em prol do exercício pleno da cidadania

Segundo Ana Mary Martins, a proposta está alinhada ao compromisso da modalidade de ensino com a construção de oportunidades reais para os alunos. “Na EJA Externa, acreditamos que a educação precisa ultrapassar os conteúdos escolares e se traduzir em oportunidades reais de exercício da cidadania. Nosso compromisso é aproximar os direitos da realidade dos estudantes, respeitando suas histórias de vida, suas necessidades e suas possibilidades”, afirma.
A coordenadora também ressaltou a importância da parceria entre a Escola Municipal Professor Lourenço de Oliveira, o Hospital da Baleia e a Polícia Civil de Minas Gerais. Ela destacou a disponibilidade, a sensibilidade e o atendimento humanizado da equipe da Polícia Civil, que compreendeu as particularidades do público atendido e contribuiu para a realização da iniciativa.
Mais do que uma conquista pontual, a experiência coroa o esforço da Rede Municipal de Educação de BH por uma formação que abraça todas as dimensões do estudante. Afinal, educar com inclusão significa cuidar para que cada pessoa tenha voz, direitos garantidos e espaço para pertencer à sociedade.
Fotografia: Jamile Versiani/Tadeu Marques





