Hospital da Baleia reforça a importância da doação de sangue com a retomada das cirurgias eletivas

Por pouco, a cirurgia ortopédica de Gabriel Icasatti, 8 anos, no Hospital da Baleia, não foi desmarcada. Após apresentar uma luxação no quadril, o garoto com síndrome de down precisava fazer sua segunda cirurgia. Mas como o estoque de sangue estava muito baixo e a cirurgia que estava marcada para o dia 6 de novembro corria risco de ser cancelada, o médico ortopedista Dr. Leonardo Cury incentivou a família do menino a fazer uma mobilização nas redes sociais para pedir doações de sangue necessário para o procedimento acontecer. A mãe de Gabriel, Karina Icasatti, não pensou duas vezes para engajar familiares, amigos e internautas. No dia 26 de outubro, ela deu início à campanha de doação de sangue para a cirurgia do filho. Foram mais de 80 doares em menos de 10 dias e a cirurgia ocorreu, graças a solidariedade da sociedade.

Mais do que nunca, as doações de sangue são necessárias neste momento. Desde o mês de março, no início da pandemia, o estoque de sangue no Hospital da Baleia está baixo. Segundo o Dr.Mozart de Castro Neto, superintendente técnico do Hospital da Baleia, de lá pra cá, com a retomada gradativa das cirurgias eletivas, algumas tiveram que ser canceladas por falta de todos tipos sanguíneos. Recentemente houve cancelamento por falta de “A” positivo e “O” positivo. O Hospital utiliza, em média, de 350 a 380 hemocomponentes por mês, entre bolsas de sangue e plaquetas. 

“Tivemos várias cirurgias canceladas e por isso pedimos todo o apoio da população para que faça a sua doação. Os pacientes do Hospital da Baleia, em sua maioria, são oncológicos, e já estão com o tratamento prejudicado devido ao adiamento das cirurgias por conta da pandemia.”

Família do Gabriel realizou campanha na internet pedindo doação de sangue

Para que todas as cirurgias agendadas ocorram, é necessária a doação de sangue para todos os tipos sanguíneos, mas com maior necessidade por tipos sanguíneos com fatores Rh negativos. O Hospital da Baleia e outros realizam, diariamente, o fluxo de solicitação de hemocomponente ao Hemominas. São solicitadas as bolsas de sangue mediante a quantidade de reservas para cirurgias programadas e também para atendimento às urgências do hospital. Além da pandemia ter contribuído para a baixa nas doações, a aproximação do fim de ano também é preocupante porque é uma época do ano que, historicamente há diminuição no número de doações. Além de evitar o cancelamento de cirurgias, ter sangue em estoque é imprescindível para o Hospital da Baleia, uma vez que as crianças em tratamento oncológico no hospital estão sempre precisando de transfusão.

“O Gabriel ainda está se recuperando da cirurgia, mas está muito bem. Queria muito agradecer a todas as pessoas que foram doar, que mobilizaram amigos, que compartilharam a nossa mensagem nas redes sociais. E mais do que isso, quero pedir que as pessoas continuem doando sangue para Hemominas! No Hospital da Baleia os estoques estão bem baixos e muitas crianças estão precisando. Continuem a campanha de doações de sangue, não mais para Gabriel, mas agora para quem precisar. Obrigada”, publicou Karina em sua rede social.

SAIBA COMO DOAR

O Hemominas tem adotado todos os protocolos contra a Covid-19. Para doar sangue, basta fazer o agendamento on-line pelo MGapp ou no site http://www.hemominas.mg.gov.br/ e informar que a doação é para o Hospital da Baleia.

Ficou com dúvidas, entre em contato no (31) 3768-7450.

Referência em Saúde

O filantrópico Hospital da Baleia oferece 30 especialidades médicas e como referências, os Centros de Oncologia Adulta e Pediátrica, Nefrologia (Hemodiálise e Transplante Renal), Ortopedia, Pediatria e Cirurgia Bariátrica e Metabólica, além do Tratamento e Reabilitação de Fissuras Labiopalatais e Deformidades Craniofaciais (Centrare). Construída há 76 anos, a instituição conta com recursos financeiros e doações voluntárias para cumprir com excelência a sua missão na prestação de serviços de saúde aos mineiros. Todos os anos são feitos em média, 1,2 milhão atendimentos a pacientes de 88% dos municípios mineiros – sendo 95% pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

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