No dia 4 de julho, o Hospital da Baleia promove mais um mutirão de cirurgias de endometriose infiltrativa, reafirmando seu compromisso com a ampliação do acesso ao tratamento especializado e com o cuidado integral à saúde da mulher. Nesta edição, 19 pacientes serão submetidas ao procedimento, elevando para 209 o total de cirurgias realizadas desde o início do projeto, em fevereiro de 2025.

A endometriose infiltrativa é uma forma avançada da doença, caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo atingir órgãos como intestino, bexiga e outras estruturas da pelve. A condição pode provocar dores intensas, alterações intestinais e urinárias, além de comprometer a fertilidade e a qualidade de vida das pacientes. O diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento especializado são fundamentais para reduzir os impactos da doença.
Coordenado pelos médicos Dr. Maurício Bechara Noviello e Dr. Juliano Figueiredo, os procedimentos são realizados por laparoscopia, técnica minimamente invasiva que proporciona maior precisão cirúrgica, menor tempo de recuperação e melhores resultados para as pacientes, com atuação integrada das equipes de ginecologia e coloproctologia.
Desde sua implantação, o projeto vem consolidando o Hospital da Baleia como referência no tratamento da endometriose infiltrativa pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa reforça o compromisso da instituição com a oferta de assistência qualificada, multidisciplinar e humanizada, contribuindo para reduzir a fila de espera e garantir mais qualidade de vida às mulheres que convivem com a doença.
De acordo com o médico especialista em cirurgia ginecológica, Dr. Maurício Bechara Noviello, a engrenagem por trás do mutirão exige um planejamento minucioso: “Eu e o Dr. Juliano nos programamos quase 30 dias antes para que uma cirurgia aconteça no sábado. Hoje, nós estamos com 6 salas e 22 cirurgiões disponíveis para que todas as pacientes tenham assistência ginecológica e de coloproctologia. É algo inédito você conseguir um contingente de médicos hábeis, com a capacidade de resolver uma doença grave. Esse é o nosso objetivo: tratar as mulheres que nos pedem socorro. Já estamos há quase 1 ano e meio tratando mais de 190 mulheres do SUS com a máxima tecnologia que a medicina moderna pode oferecer”, destaca o médico.


